Alberto Dias Coelho, já falecido criou o
Parreirinha há aproximadamente 45 anos. A especialidade era apenas comida do
mar, e até hoje suas peixadas são famosas.
Foi ele quem, quase 30 anos depois,
iniciou a tradição das rãs nos restaurantes
paulistanos. Seus dois filhos, Waldemar e
Waldomiro, mais os sócios Alvaro Teixe-
ira e Nélson Pinto, continuam trabalhando para manter o bom sabor de cinco pratos
em que a rã é a vedete. Waldomiro não
faz segredo no preparo das rãs. "Uso ape-
nas o sal como tempero fundamental.
Nada mais, pois do contrário o gosto
específico da carne se perderia entre
vinagre e pimenta. O restaurante serve
a rã à doré, com batata souté; à milanesa,
com arroz; à provençal; meio à baiana ou frita, com batata souté. Para acompanhar, recomendase um bom
vinho branco. A especialidade mais
procurada é à doré, dizem os garçons
Pinheiro, Emidio, Pacheco e seus colegas.
E são tão saborosas quando preparadas
por Benedito, Geraldo, Joel ou Sebastião,
os mestres-cucas. Para repetir o prato em casa, não há muito segredo. As rãs, você
as encontra no CEAGESP, antigo
CEASA, que recebe mensalmente mais
de 500 dúzias. Vêm principalmente do
Norte do país. A rã-pimenta é a mais
comercializada atualmente. Ao comprá-la,
ela está ainda viva (geralmente) Corta-se a cabeça. Em seguida, puxa-se
a pele, que sairá inteira, como se estivesse
apenas colada ao corpo. Depois, o processo para limpeza deve ser idêntico ao de um
frango. Retira-se a barrigada e pronto. Aí é só preparar ao gosto.
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