Centro perde Parreirinha e Almanara
Um dos principais redutos da boemia do centro da cidade, o Parreirinha deixou uma legião de notívagos de luto ao fechar suas portas há três semanas.
Fundado em 1921, o restaurante dos gêmeos Waldemár Dias Coelho, apelidado de Mário, e Waldomiro, o Miro, de 74 anos, ficou famoso pela rã à doré, pelo caldo verde e escalope à milanesa. Os garçons com paletós impecáveis e as rãs penduradas com ganchos na vitrine do local sempre foram atrações à parte.Dos anos 5° aos 80, alguns artistas, jornalistas e policiais chegaram a ter mesa cativa no Parreirinha. "Cada um deles tinha seu garçom preferido", diz Miro, que há três dias recolheu recortes de jornais e fotos que decoravam as paredes do restaurante. Ele conta que o Parreirinha vinha perdendo clientes nos últimos cinco anos. "As pessoas têm achado o local perigoso. O movimento acabou caindo mais de 80%".
 
Inezita Barroso em sua mesa cativa.
O restaurante nasceu na rua Conselheiro Nébias, mas mudou para a rua General Jardim, 284, há 24 anos. Os gêmeos dizem que vão descansar por um ano, mas pretendem reabri-lo "em um local menor e em uma rua mais segura".
O restaurante é o segundo a fechar as portas no centro da cidade nos últimos quatro meses. Em dezembro, o Almanara da avenida Doutor Vieira de Carvalho migrou para o shopping Vila-Lobos. A casa de comida árabe funcionava na avenida desde 1972.
 
GUIA DA FOLHA - MARÇO 2001